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Unesco avalia candidatura de Conjunto da Pampulha a Patrimônio da Humanidade

Patrimônio da Humanidade

A candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, a Patrimônio Mundial da Humanidade, será avaliado neste sábado (16) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Istambul, na Turquia. Criado na década de 40 para ser um centro de lazer e turismo, ele reúne quatro prédios de formas arredondadas, linhas simples e cores claras que simbolizam o estilo modernista imortalizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

(O G1 apresentou nesta semana uma série de reportagens sobre os quatro edifícios modernistas que fazem parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha).

“O fato de ser um dos primeiros conjuntos modernistas do mundo conta muito nessa candidatura. É a primeira expressão de Niemeyer, então com pouco mais de 30 anos. Ele usou com flexibilidade o concreto armado. Criou curvas e formas ousadas que impactaram a arquitetura mundial”, disse o presidente do Icomos no Brasil, Leonardo Castriota. O órgão é uma entidade da Unesco que analisa candidaturas a Patrimônio Mundial da Humanidade.

Para a conquista do título, o Icomos determinou uma série de alterações nos locais para que eles se aproximassem do projeto original de Oscar Niemeyer. O órgão pediu a retirada de uma guarita da Casa do Baile para a construção de um totem idealizado pelo arquiteto, a readequação das praças Dino Barbieri e Dalva Simão e a demolição do prédio anexo do Iate Tênis Clube.

De acordo com a diretora do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que faz parte da Fundação Municipal de Cultura (FMC), a arquiteta Luciana Rocha Feres, o plano de intervenção na Casa do Baile já foi encaminhado para Unesco.

A Praça Dino Barbieri, em frente à Igreja de São Francisco de Assis, reformada recentemente cuja obra custou R$ 7 milhões à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), deverá seguir o desenho dos anos 40 e o paisagismo de Burle Marx. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já começou a fazer o novo projeto, uma construção terá de ser demolida e os arquitetos devem dobrar o tamanho da área verde. O início delas ainda não foi definido.

Segundo a FMC, a Praça Dalva Simão, que faz parte do perímetro que compreende o conjunto, sofreu com atos de vandalismo. As obras de restauração foram paralisadas, mas segundo Luciana, elas serão retomadas até o final do ano.

A questão mais polêmica é a demolição do anexo do Iate Tênis Clube, construção que não faz parte do projeto de Niemeyer.  A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a diretoria do clube afirmam que são donos do local. Em fevereiro, o prefeito Márcio Lacerda (PSB) determinou a desapropriação do imóvel, mas o Iate quer receber uma contrapartida pela cessão. A questão está sob a tutela do Ministério Público Estadual que ainda não tomou uma decisão sobre o caso.

As obras requisitadas pelo Icomos devem ser concluídas em três anos. A PBH afirma que todas as demandas serão entregues dentro deste prazo.

A poluição da Lagoa da Pampulha também preocupa a Unesco. A entidade determinou que a PBH apresentasse projetos para que o problema seja resolvido também dentro de três anos.

O novo programa de limpeza do local começou em março com o uso de dois componentes químicos que diminuem a proliferação de algas e o nível de coliformes fecais.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) afirma que até dezembro o lançamento de esgoto será reduzido em 95%.

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Fonte: G1

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