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Nota em solidariedade às vítimas das chuvas em Minas

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais – CAU/MG se solidariza com as vítimas das recentes chuvas e inundações ocorridas no estado de Minas Gerais e, em maior grau, em Belo Horizonte. Além disso, houve grandes danos materiais decorrentes desses incidentes.

Há muito se debate sobre os impactos da crescente impermeabilização do solo urbano, canalizações de cursos d’água e ocupações desenfreadas de encostas e áreas lindeiras aos rios e córregos. Projetos arquitetônicos e urbanísticos que prevejam soluções que privilegiem áreas verdes, permeabilização dos terrenos, caixas de captação, reuso de água, pisos drenantes, telhados verdes, dentre outras, são essenciais para mitigar a questão das águas nas cidades.

No Brasil, mais de 80 % da população vive em cidades e essa tendência deverá aumentar devido à migração interna das áreas rurais. Essa dinâmica contribui ainda mais para a segregação espacial, as desigualdades sociais e a degradação ambiental. Tal condição, associada ao grande adensamento humano proporcionado pela urbanização, favorece a propensão a perdas e danos econômicos, ambientais e sociais, influenciados pelas alterações no clima.

Em geral, a maioria das cidades brasileiras apresentam um atraso na implementação de infraestrutura adequada para suportar a aceleração do crescimento urbano e os efeitos das mudanças no clima.

Belo Horizonte é uma das principais cidades do Brasil e, como outras cidades da América Latina, enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas.

Historicamente, Belo Horizonte tem sido afetada por eventos de chuvas intensas que impactam a população e, por vezes, geram tragédias. Os grandes desafios frente às mudanças climáticas identificados em Belo Horizonte são os impactos resultantes dos deslizamentos de terra, inundações, dengue e ondas de calor.

É preciso respeitar e cumprir a taxa de permeabilidade estabelecida por legislação, mas também propor novos incentivos que levem a melhores práticas em termos da sustentabilidade ambiental. No caso da drenagem urbana é preciso repensar o que vem sendo feito até o momento, visando ao uso de novas alternativas, ecologicamente corretas, com o intuito de promover a sustentabilidade urbana, com o mínimo de impacto ao meio ambiente.

Os eventos climáticos tendem a ser mais intensos, com maior volume de chuva concentrada e com maior propensão à geração de danos e impactos. Por isso, o aumento da resiliência em Belo Horizonte através da melhoria das condições de infraestruturas, sistemas de alerta e obras de macrodrenagem para redução de inundações, alinhadas com o planejamento urbano, são de extrema importância para diminuir a vulnerabilidade e melhorar a qualidade de vida.

A superação das vulnerabilidades observadas será possível por meio de esforços coordenados na produção de respostas tanto públicas quanto dos diversos setores da sociedade que combinem soluções de problemas existentes com os novos desafios impostos pela urbanização crescente e pelas mudanças climáticas.

Os arquitetos e urbanistas têm papel importantíssimo nesse processo urbano. O CAU/MG promoverá em 2020 diversos debates em todo o estado para tratar do planejamento urbano e regional e questões metropolitanas. Desde já contamos com a colaboração de todos para ampliarmos esse debate e buscarmos soluções que melhorem a qualidade de vida de todos e evitem tragédias como as ocorridas recentemente.

2 respostas para “Nota em solidariedade às vítimas das chuvas em Minas”

  1. Rose Guedes disse:

    E urgente o debate sobre politica pública em habitação de interesse social, o direito à Assistência Técnica, cumprindo a Lei 11888,2004 deve ser a nossa bandeira já.

  2. Monica Andrea Blanco - Arquiteta e Urbanista . disse:

    Planos Diretores, Leis de Uso e Ocupação do Solo que exijam areas de permeabilidade , são imprescindíveis no contexto atual.
    Assim também o incentivo ao reuso da água , principalmente na captação e direcionamentoxo de águas pluviais.
    Agora o mais importante é o papel do próprio governo e órgãos públicos que deverão seguir
    em suas próprias construções as normas por si próprios elaboradas no sentido de minimizar ou mesmo sanar as causas e consequências das mudancas cli8maticas.

    seus próprios edifícios de como a

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