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“Cidades Resilientes” do CAU/MG põe em debate cidadania e sustentabilidade

O evento promoveu uma interessante discussão sobre a importância do protagonismo cidadão

Na última quinta-feira de maio (30/05) aconteceu o Seminário “Cidades Resilientes:Arquitetura, Urbanismo e Sustentabilidade” no auditório da Biblioteca Pública de Minas Gerais. Nesse evento o Conselho de Arquitetura de Minas Gerais promoveu um conjunto de palestras para gerar um debate de ideias e esclarecimentos sobre a capacidade das cidades se renovarem para a sustentabilidade urbana. Esse encontro simbolizou a mudança dos CAU/UFs, iniciada em 2018, para a incorporação e realização das ODS (Objetivos para Desenvolvimento Sustentável) como um todo nas ações e projetos de Arquitetura e Urbanismo no Brasil.

 

Mesa de abertura: (Esquerda para a direita) Presidente do CAU/PE, o Arq. Urb. Rafael Tenório; a Vice-Presidente do CAU/BR, a Arq. Urb. Maria Eliana Jubé e o Arq. Urb. Presidente do CAU/MG, Danilo Batista.

 

Na mesa de abertura estavam presentes a Vice-Presidente do CAU/BR, a Arq. Urb. Maria Eliana Jubé, o Arq. Urb. Presidente do CAU/MG, Danilo Batista, e o Presidente do CAU/PE, o Arq. Urb. Rafael Tenório. Todos falaram sobre a importância do evento para a aproximação do conselho com o cidadão.

 

Agenda 2030

A Arquiteta e Urbanista, Laura Macedo foi a palestrante a abrir as apresentações, iniciando a discussão a respeito do que são os ODS e qual a sua ligação com a Agenda 2030. Segundo ela, os ODS foram criados parar referenciar a Agenda 2030 e são quinze anos para resoluções de problemas com “soluções baseadas na natureza e serviços em ambientes urbanos”.

 

Arquitetura e Urbanista Laura Macedo, apresentando sobre a agenda 2030.

 

Desenvolvimento humano

Katiane Vieira, foi a segunda palestrante e para ela “arquitetura e urbanismo tem tudo a ver com a vida das pessoas e projetos fazem parte da vida das pessoas”, uma vez que para mudar é necessário planejamento e isso tem tudo a ver com a forma como as cidades são pensadas.Por isso, concluiu que é necessário trabalhar as resiliências nas cidades, mas primeiro é imprescindível que o cidadão entenda sua participação nessa evolução. Para ela “não é só por meio de políticas públicas que a situação vai melhorar, você (cidadão) por si só tem que mudar (mudanças pessoais) ”.

 

Katiane Vieria palestrando sobre desenvolvimento humano e as ODS.

 

Tecnologia a serviço das cidades

Esse movimento conectou-se ao terceiro palestrante Paulo Pandolf, um dos fundadores do aplicativo de colaboração cidadã, o COLAB.

O COLAB é um forte exemplo de protagonismo cidadão e participação cidadã, já que permite que a população fiscalize e aponte para o governo, problemas que, às vezes passam despercebidos e por isso demoram meses (e às vezes anos) para serem reparados. Dessa forma, o aplicativo permite que aconteça o que é denominado governo colaborativo, no qual o cidadão exerce seu protagonismo com responsabilidade pensando na qualidade de vida de todas as pessoas.

 

Paulo Pandolf, um dos criadores e fundadores do aplicativo de gestão cidadã COLAB.

 

No final ao abrirem para perguntas da plateia, foram colocados como pontos importantes para discussão: A qualidade da educação brasileira e a sua relação com a formação de um cidadão consciente a respeito das questões ambientais; O precário sistema de saneamento básico das cidades brasileiras; A falta de planejamento urbano relacionada a devastação que as enchentes causam nas grandes cidades e também a estrutura dos centros urbanos em relação a segurança do cidadão e das mulheres como grupo de risco, principalmente.

 

Mesa de Debate, com os palestrantes interagindo com a platéia.

 

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galeria de fotos desse evento.

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